Eu costumava te conhecer




Éramos loucos por todo o amor do mundo.
Amávamos preto, rock, tocar violão e opinar sobre o mundo.

Éramos inconstantes.
O que queríamos para sexta, na segunda já não fazia mais sentido.
Mas era desse nosso jeitinho que nos dávamos bem,
Que amávamos o mundo.

Éramos faíscas da nossa própria fumaça.
Fogo que se tocava, mas não se queimava.
Incendiávamos nossas vidas, nos arriscávamos,
Mas jamais fomos pegos.

A verdade é que ninguém sabia que nutríamos um grande amor genuíno e verdadeiro um pelo outro.
Ninguém sabia que ríamos das nossas próprias desgraças amorosas fora do nosso relacionamento.
Eles não sabiam o quanto nos queríamos bem,
E que nos queríamos para vida toda, não importaria como.

Esses pobres bastardos nunca conheceram o amor que nós vivenciamos,
Mas que a vida fez questão de ceifar.
Talvez duas pessoas só pudessem ser felizes até a página cinco,
Não em um livro infinito.

Mas eu tenho certeza, que independente do caminho a vida nos tenha levado,
Nunca deixaríamos de pensar um no outro.
Jamais deixaríamos as piadas internas escaparem,
Mesmo que etrnizadas e não verbalizadas dentro das nossas almas.

Fomos de tudo um pouco o que o mundo pode oferecer para alguém
E eu não poderia ser mais grata por esse alguém ter sido você.
Não existiu perfeição,
Mas existiu amor e respeito.

Amor e respeito, para mim, é a chave da vida perfeita.
Pena que a perfeição não dura para sempre e você teve que partir,
Me deixar aqui sozinha,
Com nossos fantasmas.

Não existe mais nós,
Porque não existe mais o que construímos para permanecer.

Eu costumava te conhecer, mas hoje nem sei quem é você.

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